Autoridades norte-americanas prenderam dois homens na quarta por acusações relacionadas à fuga de Ghosn.

Ex-presidente da Nissan é acusado de fraude fiscal no Japão.

O Japão anunciou nesta quinta-feira (21) que está trabalhando para extraditar rapidamente dois homens presos nos Estados Unidos sob a acusação de ajudar na fuga do ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn. As autoridades norte-americanas prenderam um ex-soldado das Forças Especiais do Exército dos EUA e outro homem na quarta-feira por acusações relacionadas à fuga de Ghosn, que aguardava julgamento por acusações de fraude financeira. Nissan pede US$ 90 milhões a Carlos Ghosn em ação no Japão por 'práticas corruptas' O que se sabe sobre a fuga de Ghosn para o Líbano "Estamos fazendo os preparativos, inclusive trabalhando para cooperar em uma rápida extradição", disse Yoshihide Suga, chefe do gabinete, a repórteres. O advogado japonês Junichiro Hironaka, que havia defendido Ghosn até sua fuga, disse em entrevista por telefone que a questão principal era se havia evidências suficientes para justificar a extradição, e afirmou que acompanhará de perto os acontecimentos. O ex-boina verde dos EUA Michael Taylor, 59, e seu filho, Peter Taylor, 27, foram presos depois que a polícia dos EUA soube que o último havia reservado um voo de Boston para Beirute que partiria na quarta-feira com uma escala em Londres, segundo documentos. A Nissan tomou nota do processo de extradição e se reservou o direito de tomar outras medidas legais contra Ghosn, informou a empresa em comunicado por e-mail. A empresa entrou com uma ação civil no Japão este ano, pedindo 10 bilhões de ienes (93 milhões de dólares) em indenizações de seu ex-chefe por suposta má conduta. Relembre o que Ghosn disse, em entrevista a Robert D´Avilla: Carlos Ghosn fala sobre fuga e acusação de fraude fiscal Detalhes sobre a fuga de Carlos Ghosn do Japão Aparecido Gonçalves/Rafael Miotto/G1