Anvisa anunciou que apoio espiritual foi planejado para acolher brasileiros e orientais que vieram de Wuhan, cidade chinesa onde começou o surto de coronavírus.

Representantes dos órgãos de controle da quarentena explicam como funciona a programação religiosa Vanessa Martins/G1 O Diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra, revelou nesta quinta-feira (13) que os repatriados que vieram de Wuhan, cidade chinesa onde começou o surto do coronavírus, participarão de culto inter-religioso durante a quarentena em Anápolis.

Segundo ele, a Operação Regresso planejou esse evento para atender a brasileiros e chineses que fazem parte do grupo. "Domingo agora vai ter um culto inter-religioso.

Virá o nosso arcebispo militar do Brasil, Dom Fernando.

Junto a ele um pastor evangélico e um monge budista", afirmou o diretor. Segundo Barra, a intenção é oferecer esse suporte espiritual independente da religião de cada um.

Nesse caso, os líderes religiosos foram convidados especialmente para o evento programado, não são pessoas que já atuam na Base Aérea. "Isso porque temos cônjuges chineses, temos as criancinhas, brasileiros e chineses.

Isso é feito por pessoas que não fazem parte do grupo de apoio direto, mas que vem ao serem chamadas", disse. Postagem em rede social mostra reclusos participando de show sertanejo na Base Aérea Reprodução/Instagram Questionado sobre a segurança dessas pessoas que vão e vem da área de isolamento, o comandante da Ala 2 da Base Aérea, coronel-aviador Gustavo Pestana Garcez, explicou que todas as medidas preventivas são adotadas.

De acordo com ele, não há perigo de contaminação porque todas usam os Equipamentos de Proteção Individual (EPI). O diretor-presidente da Anvisa tranquilizou novamente a população explicando como funciona a transmissão do vírus e como os itens protegem os usuários.

Reclusos na Base Aérea participam de programação musical durante quarentena, em Anápolis Reprodução/Instagram "Esse vírus não se transmite por aerosol, ou seja, pelo espirro.

Aquela gotícula que a gente não vê direito.

Esse vírus é transmitido por gotículas de saliva, que são mais pesadas.

O raio de ação dela é de um metro.

Nesse intervalo, se estiver com a máscara cirúrgica, que é o EPI recomendado, ele já não se propaga.

Obviamente que, se o profissional for fazer uma coleta de sangue, por exemplo, ele usará um equipamento maior.

Mas a máscara já é suficiente", detalhou. Barra também fez questão de tranquilizar a população anapolina sobre os riscos de receber os repatriados.

Feijoada servida na Base Aérea de Anápolis, Goiás Reprodução/Instagram "Temos o fenômeno controlado, uma preparação impecável da Força Aérea, monitorando constantemente sob orientação dos órgãos de saúde.

Hoje, a cidade de Anápolis é o local mais seguro, tem o mais elevado nível de controle.

Não há razão para temor", declarou. O diretor-presidente disse ainda que não houve reação de medo ou evitação por parte dos próprios profissionais da Anvisa que estão atuando com os repatriados.

Segundo ele, houve vários voluntários, na verdade. "Bom astral, alegria, e sensação de acolhimento é o que eles estão tendo.

É o foco da nossa ação.

Há essa restrição ao ir e vir, mas não ficam incomunicáveis.

Estão sempre dizendo o que está acontecendo lá, sem intermediários", comentou. Repatriados receberam flores e uma carta da Força Aérea Brasileira, em Anápolis Reprodução/Instagram Mimos Além dos cuidados médicos, psicológicos e apoio espiritual, os repatriados têm retratado vários mimos que receberam durante a quarentena. Eles publicaram imagens de um show com músicas internacionais e até um sertanejo para matar a saudade do ritmo.

Também mostraram flores e recados carinhosos que ganharam. Há fotos também de camisetas da Força Aérea e do almoço desta quinta-feira: feijoada.

"Todos comemos duas vezes", revelou o repatriado Alefy Moreira. VE - Repatriação de brasileiros na China Aparecido Gonçalves e Juliane Monteiro/G1 Initial plugin text